Introdução
Quando o calendário vira ano de Copa do Mundo, a máquina de marketing entra em campo muito antes dos jogadores. E um dos primeiros a pisar no gramado é o álbum de figurinhas. Tradição, nostalgia, família reunida… mas também um sorvedouro de dinheiro que muitas famílias não percebem até a hora de somar os gastos. Nós, da Office Papelaria, decidimos fazer algo que poucos comerciantes têm coragem: não vender o álbum nem as figurinhas da Copa 2026. E neste conteúdo, vamos abrir os números para você entender que isso não é birra — é responsabilidade.

A conta que ninguém te mostra


O álbum oficial da Copa de 2026 terá quase 1.000 figurinhas (a versão confirmada traz 670 cromos, mas as edições especiais com atualizações e seleções completas podem facilmente ultrapassar 900). Cada envelope com 5 figurinhas está sendo vendido na casa dos R$ 7,00 Mesmo no cenário matematicamente perfeito aquele em que você tira todas as figurinhas sem senhuma repedita o cuto minimo para preencher é R$1.000,00,00.Mesmonocenaˊriomatematicamente“perfeito”—aqueleemquevoce^tiratodasasfigurinhassemnenhumarepetida—,ocustomıˊnimoparapreencheroaˊlbumjaˊseaproximadeR

Só que a realidade é cruel. O efeito das repetidas, calculado pela fórmula do colecionador, mostra que a média de envelopes necessários para completar um álbum de 670 figurinhas gira em torno de 1.150 pacotes. A conta final: R$ 4.600,00 apenas em figurinhas, fora o álbum. Um valor que daria para pagar um mês de aluguel, comprar material escolar de qualidade para o ano todo ou cobrir despesas essenciais da casa.

O peso no orçamento familiar


Vivemos um momento em que cada real faz diferença. Aluguel, escola, gasolina, supermercado, plano de saúde — tudo subindo. Colocar R1.000,R 2.000 ou até mais em um álbum de figurinhas pode não ser a melhor decisão financeira para a maioria das famílias. E é por isso que, quando olhamos para o nosso cliente, sentimos que incentivar esse gasto seria irresponsável. A Office não é contra a Copa; somos a favor do seu dinheiro bem gasto.

A seleção mudou, a conexão também


Há 20 anos, abrir um pacotinho e encontrar Ronaldo Fenômeno, Ronaldinho Gaúcho, Rivaldo, Roberto Carlos ou Cafu gerava um brilho diferente. Eram ídolos que entregavam dentro de campo e criavam uma identificação imediata com a torcida. Hoje, muitos clientes relatam que a conexão com a seleção brasileira mudou. Os nomes atuais não despertam o mesmo desejo de colecionar, o que transforma o álbum em um produto impulsionado muito mais pelo hábito do que pela paixão genuína.

E o lado do comerciante?


Você pode estar pensando: “Mas a Office não quer vender porque não dá lucro?” A verdade é que a margem de produtos como álbuns e figurinhas é muito baixa — gira em torno de 20%. Só que esse percentual ainda precisa cobrir impostos, aluguel, funcionários, sistema, logística e o custo do espaço ocupado na loja. Some a isso o risco de ficar com estoque encalhado, o retrabalho com trocas e a baixa diferenciação: as figurinhas são vendidas em farmácias, lotéricas, bancas, mercados, shoppings e internet. Praticamente “água”. Ou seja, para o lojista, pode ser um produto de baixo retorno e altíssima concorrência, que ainda ocupa o lugar de itens mais rentáveis e úteis para o cliente.

Conclusão


Não vender o álbum da Copa foi uma decisão difícil, mas tomada com consciência tranquila. A Office Papelaria prefere oferecer produtos que realmente entreguem valor, ajudem no dia a dia e caibam no bolso do cliente. Se você quiser completar o álbum, o mercado está cheio de opções — nós escolhemos ser uma opção diferente.